25 de janeiro de 2019, 12h28min25s de uma sexta-feira,  a parte inferior da barragem B1 do Córrego do Feijão rompeu e  liberou uma avalanche devastadora de rejeitos de mineração.

 

O CRIME ACONTECEU EM 3 MINUTOS.

Em três minutos, tudo que estava abaixo da barragem da Vale  foi completamente engolido pela lama, que chegou a atingir 70km/h e destruiu tudo pela frente. Em 3 minutos, 272 pessoas foram assassinadas. Morreram sufocadas pela lama de rejeitos da Vale.

Era uma barragem  gigante, sustentada por uma encosta gramada de 86 metros de altura, equivalente a três vezes a estátua do Cristo Redentor, no Rio de Janeiro e armazenava quase 12 milhões de metros cúbicos de rejeito de minério. 

Especialistas  explicam que a estrutura não estava mais em atividade e servia para guardar toneladas de minério das minas do Feijão e da Jangada. Laudos periciais apontaram  que se tratava de uma bomba-relógio que poderia explodir a qualquer momento. 

O centro administrativo da Vale e o restaurante da mineradora ficavam abaixo da barragem. Em menos de  um minuto, a onda de rejeitos – pelo rompimento da barragem – atingiu essas áreas, e assim a VALE MATOU 250  DOS SEUS FUNCIONÁRIOS DIRETOS E TERCEIRIZADOS.

Pais  perderam seus filhos, filhos perderam seus país. Pessoas perderam seus amores, seus amigos. Dois anos depois, Brumadinho ainda vive enlutada.

Dos que tiveram seus entes queridos assassinados pela Vale, 11 famílias não puderam ainda velar os seus amores. Até hoje os corpos não foram encontrados e não conseguem sair da dor que os acompanha desde 25 de janeiro de 2019, quando a barragem rompeu.

O desastre da Vale em Brumadinho é  um dos maiores acidentes de trabalho ampliado do mundo, que matou 272 pessoas e causou uma tragédia ambiental gigantesca. A bacia do rio Paraopeba foi também fortemente atingida.

Em janeiro de 2020 o Ministério Público indiciou 16 pessoas e as empresas  Vale S.A. e a TÜV SÜD por homicídio doloso. Passado um ano do indiciamento, até agora ninguém foi preso.

O Governo de Minas Gerais negocia a indenização ao Estado pela mineradora Vale. OS ATINGIDOS FORAM EXCLUÍDOS DAS NEGOCIAÇÕES. No último dia 21 aconteceu a quarta audiência, que terminou sem acordo. Secretário-geral do governo mineiro disse que a empresa agiu como se estivesse em um leilão. Mineradora Vale  tem uma semana para apresentar uma nova proposta de valor para as indenizações.

O Brasil é  o país com o maior número de mortes neste tipo de acidente, somando-se a outros dois desastres com perdas humanas ou graves danos ambientais: o rompimento da barragem da Herculano Mineração, em Itabirito (2014, com três mortes) e o rompimento da barragem em Mariana (2015, com vinte mortes).

Neste dia triste, o Comitê Nacional em Defesa dos Territórios frente à Mineração se solidariza aos familiares e amigos das vítimas deste crime e com todos os moradores de Brumadinho e região. E pedimos Justiça para Brumadinho.

 

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